segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Festa Pai José de Angola - 2013


Salve Pai José de Angola...
Meu pensamento eleva-se ao teu espirito e peço Agô.
Que tuas guias sejam o farol que norteia minha vida.
Que vossa pemba trace o caminho certo para todos os meus atos.
Que vossas palavras, tão cheias de compreensão e bondade, ilumine minha mente e meu coração.
Que tua bengala me ampare em meus tropeços.
Ontem te curvastes aos senhores...
Hoje, ajoelho-me Aos teus pés pedindo que intercedas junto a Oxalá por mime todos que neste momento clamam por vós. Salve Pai José de Angola.




21 de setembro 2013.

Conhecendo alguns elementos utilizados na Umbanda

Defumação - Ato de purificar o ser, o objeto e o ambiente, através da fumaça. É o ato de expulsar o negativo, através de aromas, ou seja, das essências (ervas: alecrim, benjoim, incenso e outras), de acordo com a necessidade da utilização.
A defumação é uma prática antiquíssima de todas as religiões e de todos os povos.
A defumação tem sempre caráter expulsatório (exorcístico) de espíritos.



Velas - Vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo.
Iluminadas, são ponto de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou.
Ao iluminá-las, homenageia-se, reforçando uma energia que liga, de certa forma, o corpo ao espírito.


Ponto Riscado - Se não houvesse o segredo, para que então o ponto riscado ? Cada ponto, seja de Caboclo, do Preto Velho ou do Exu, tem uma interpretação, podendo identificar aquele que o risca, podendo caracterizar a natureza do trabalho.


Concentração - É ter a mente fixada sobre um objeto.

Meditação - É uma corrente contínua de pensamentos a respeito desses objetos.

Bater Cabeça - O médium da Casa, em respeito às firmezas dos Orixás, deita-se de barriga pra baixo em frente a ele (Gongá) a fim de pedir proteção.


Gongá - Altar dos Orixás, onde ficam os símbolos, otás, fetiches, comidas dos mesmos, imagens, etc...




Sineta Litúrgica ou Adjá - É um instrumento chegada de entidades. Deve ser utilizada e consagrada em momentos apropriados somente por pessoas capacitadas para tal, devendo ser guardado no Gongá.



Okutá - Pedra ou pedaço de metal, axé do Orixá (onde se fixa a força mágica do Orixá). O otá tem vida; somente assim é um otá. Sua forma, dependendo do Orixá, poderá ser redonda, arredondada (ovalada) ou comprida.


Preceito - Normas, proibições e recomendações relativas ao culto.

Bebidas - Na Umbanda, bebem os médiuns irmanados com seus Guias espirituais, na certeza de que confraternizam bridando com seus coetés (cuias), invocando os poderes do Deus Onipotente na sua Corte Celestial com os Ministros (Orixás).


Charutos, Cachimbos e Cigarros - O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.



Pemba - A força esotérica da Escrita astral, na Umbanda é feita pela Pemba (giz oval - forma cônica), que tem o poder de abrir e fechar trabalhos de magia, e de purificar, quando em forma de pó é lançada ao ar no ambiente em que se utiliza.



Prece - É uma evocação por meio da qual colocamos nossos pensamentos em relação ao ente e Entidade a que nos dirigimos. Pode ser pensada ou mentalizada, falada ou cantada.

Obrigação - É um dever, um compromisso com as Entidades. Implica na presença do Sacerdote, que com sua força espiritual, com o conhecimento do ritual e do material a ser aplicado na obrigação, estabelece o elo, o canal entre o filho e as forças espirituais.

Oferenda - É um ato livre que qualquer pessoa pode fazer, desde que tenha conhecimento do que poderá oferecer à Entidade.



Guias (fios de contas) - É um colar ritual de miçangas, contas de cristal, de louça, de frutos pequenos, construídos de acordo com a Entidade, que designa também a cor de sua preferência. Podem ter pequenos objetos presos a eles. 



Vestimenta - Roupa Branca (Roupa de Santo) - É a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada no mar, juntamente com uma pequena imantação (oferenda) para o Orixá ou Entidade a que pertencer. Fica claro que é obrigatório seu despacho, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.



Trabalhar descalço - O médium, sempre que possível, deve trabalhar descalço por uma questão de humildade e para facilitar a incorporação, bem como para haver melhor descarga dos fluídos nocivos, diretamente para a terra.


Entidades Espirituais - São espíritos de alta, média e baixa faixa vibratória, em ascensão evolutiva, ou não, no Plano Espiritual.

Guia (Entidade) - É o espírito de luz que procura guiar os homens, afastando-os do mau caminho, representando o Orixá de coroa de médium. Poderá ser um Caboclo ou um Preto Velho.

Protetor (Entidade) - É um espírito que passou  pela vida terrena e deseja obter mais luz, fazendo o bem e promovendo a paz entre os homens que vivem ainda no plano material. Poderá ser um Boiadeiro ou Exu (macho e fêmea).

Egum - É um espírito sem luz, ou pouca luz, de um desencarnado.

Falanges - São grupamentos de espíritos que atuam no Plano Espiritual, recebendo a falange, o nome de seu chefe.

Encruzilhada - Local onde se cruzam dois caminhos. Local onde se realiza o contato permanente de Exu com Ogum, que incumbe os Exús de suas tarefas, transmitindo-lhes as ordens superiores.


Cumprimento Ombro-a-Ombro - Quando um Guia cumprimenta um consulente ou um assistente com o bater de ombro, isto é sinal de igualdade, de fraternidade e grande amizade.

Sessão - Reunião dos adeptos da Umbanda para promoverem os seus desenvolvimentos espirituais, homenagem ou procura de curas de males materiais e espirituais.


Eledá - Orixá guardião da vida da pessoa.


Batismo - É realizado através da água, do fogo (vela), das ervas, da pemba e óleos sacramentais e rosas brancas.




Amaci - São ervas frescas maceradas na água limpa (de cachoeiras, nascentes, etc...) que tem por finalidade a lavagem de cabeça em especial, para tranqüilizar a mente e intelecto de seus adeptos.

Gira - É a cerimônia onde são invocados os espíritos principalmente da quimbanda.

Cambono - Tem por obrigação atender as entidades quando incorporadas e interpretar sua fala para os consulentes. É um médium, designado para tal função.







segunda-feira, 29 de abril de 2013

Homenagem ao Pai Ogum


Pai Ogum


 
 

Maior é sinônimo de Lei Maior, Ordenação Divina e retidão, porque é gerado na qualidade eólica, ordenadora, do Divino Criador. Como ordenação divina, age apenas como energia, tanto atrativa como repulsiva, ordenando desde a estrutura de um átomo até a estrutura do Universo. Seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão, a emoção e a ordenação dos processos e procedimentos. É o senhor do movimento, o senhor dos caminhos e das estradas, o senhor que quebra as demandas, que arrebenta as amarras e nos liberta. Ele faz nossa vida se movimentar e, como bom ordenador, coloca as nossas prioridades à frente, na hora certa. Ele é a divindade que aplica a Lei Maior, é o regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos. É a divindade que aplica a Lei Maior. Ele ordena a fé, o amor, o conhecimento, a justiça, a evolução e a geração. Por isso, está em todas as outras qualidades divinas.

Sobre o Orixá Ogum:

Orixá da guerra, das batalhas, dos metais, da agricultura, dos caminhos e da tecnologia.

Orixá guerreiro, defendendo as leis e a ordem, representa todas as batalhas da vida, ele faz parte de tudo aquilo que é preciso lutar para alcançar vitória.

Ogum ensina os homens a manufaturar o ferro e o aço, a ele pertence o "obé" – a faca utilizada para os sacrifícios.

Depois de Bará é o Ogum que está mais próximo dos homens. Seu símbolo principal é uma espada de ferro chamada idà, seu dia é a quinta-feira.

Senhor da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como seus símbolos. Orixá do fogo e do ferro em que são forjados os instrumentos como espada, a faca, a enxada, a ferradura, a lança, o martelo, a bigorna, a pá, etc. É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Bará porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos. Ogum é protetor dos militares, soldados, ferreiros, trabalhadores e agricultores.


Orixá Ogum

Saudação - Ogunhê.

Dia da semana: Quinta-feira.


Número: 07 e seus múltiplos.

Cor: vermelho e verde.

Guia: vermelho e verde.

Oferenda: Pipoca, farinha de mandioca misturada com dendê, costela de gado assada e três laranjas comuns.

Ferramentas: alicate, espada, faca, bigorna, búzios, moedas, martelo, tenaz, lança e ferradura, escudo.

Ave - galo prateado dourado.

Quatro pé - cabrito branco, vermelho, malhado ou escuro, menos preto.

Os Arquétipos (filhos):

Os filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

HOMENAGEM À IEMANJA

Dia 2 de fevereiro marca uma importante data para o povo da umbanda.
E por isso, iniciamos os nossos trabalhos no ano de 2013, com uma festa para marcar essa linda data.



Yemanjá é uma Divindade assentada no pólo positivo do Trono da Geração e da Vida.
Ela irradia o tempo todo seu fator gerador e criacionista que estimula a geração e a criatividade das pessoas, trazendo oportunidades de crescimento em todos os sentidos da vida, pois ira estimular a geração de vidas, geração de idéias, geração de amor, etc...
Nos mitos da criação do universo, ela é a representação do princípio feminino. Nos templos africanos, é retratada como uma mulher de seios fartos e semblante calmo, porém decidido. Associada ao movimento das águas e à fertilidade, Yemanjá é dona de grande poder de sedução, capaz de encantar os marinheiros e arrastá-los para o seu palácio submerso – de onde nunca mais retornam. 
Nas Linhas de trabalho da Umbanda, Yemanjá é a sustentadora do povo d´agua como marinheiros e sereias. Sua força também está presente em todas as entidades que possuem o nome "Maria", como Maria Padilha, Maria Mulambo, Maria do Cais, Maria do Congo, etc... 
As entidades da vibração de Yemanjá em sua enorme maioria trazem o poder da cura, por serem exímios manipuladores da água, o elemento da vida, possuem grande capacidade para curar, regenerar tecidos recuperar a vitalidade de cada órgão das pessoas.

Entre as entidades mais conhecidas dessa vibração estão Jurema da Praia, Iara, Ondina, Jandira, Jacira, Caboclo da Lua, Beira-Mar, Ubirajara, Exu do Mar, Exu sete ondas, Pomba Gira da Praia, entre outros.
Suas águas salgadas simbolizam as lágrimas de uma mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes
Além de protetora da vida marinha, Iemanjá é principalmente a protetora da harmonia familiar, do lar, do casamento e do nascimento, é sua força que ampara o momento do nascimento de um bebe.
Ela simboliza a maternidade, o amparo materno, pois é a Mãe da Vida.
A Regência de Yemanjá em nossas vidas se manifesta na necessidade de sabermos se aqueles que amamos estão bem e protegidos, é a preocupação, é o amor ao próximo, principalmente aqueles que nos são queridos.
É ela quem nos dá um sentido de união, de grupo, transformando a convivência num ato familiar, criando dependências e raízes, proporcionando sentimentos de irmão para irmão, de pai para filho, com ou sem laços consangüíneos.

ARQUÉTIPO 
As filhas (e filhos) de Yemanjá possuem como características básicas a força e a determinação, assim como o sentido da amizade e do companheirismo, são pessoas presas no arquético da mãe, a família e os filhos; são doces, carinhosas, tradicionais, pouco rígidas, sentimentalmente envolventes e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros, não gostam de mudanças e apreciam a rotina do cotidiano, são muito protetoras, possuem o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas, mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais.
Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte.
As filhas e filhos de Yemanjá não podem ficar expostos à poeira, pois tendem a desenvolver problemas respiratórios.
São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades a longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de filhos e entes próximos.
Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade, serem controladores, voluntariosos, capazes de fazer chantagens emocionais e, algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Os filhos de Iemanjá demoram muito para confiar em alguém, bons conhecedores que são da natureza humana. Quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro e íntimo círculo de amigos, porém, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Um filho de Iemanjá pode tornar-se controlador e rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais.
HISTÓRIA
Seu nome deriva da expressão Yeye Omo Ejá, que significa "mãe cujos filhos são peixes"
Yemanjá é a divindade da nação yorubá Egbá e até o inicio do século XIX era cultuada no rio Yemanjá que fica na região entre Ifá e Ibadan. Com o inicio da guerra entre as nações yorubás, os Egbas tiveram que migrar para o oeste e se estabeleceram em Abeokutá. Como não podiam levar o rio com eles, transportaram os objetos sagrados de Yemanjá, seus axés, e transformaram o rio ògùn (não confundir com o orixá Ogum) na nova morada de Yemanjá.
MITOLOGIA
Na Mitologia iorubá conta que Yemanjá, filha de Olokun, a dona do mar, cansada da vida que levava em Ifé, fugiu para Abeokutá, na direção do entardecer da terra, onde vivia Okerê, rei de Xaki. Ela continuava bonita, apesar de ser mãe de muitos filhos, e Okerê desejou-a e propôs-lhe casamento. Yemanjá aceitou, impondo uma condição: que o rei jamais zombasse de seus seios imensos. Um dia, porém, Okerê bebeu vinho de palma em excesso e a molestou. Yemanjá chamou-o de bêbado imprestável e Okerê chutou-lhe os seios e zombou deles. Ela começou a chorar. Chorou tanto que de seus olhos desceram águas tumultuadas que a tudo tragaram: casa, marido, filhos, animais, a cidade inteira. Ninguém se salvou das ondas geradas pelo pranto de revolta de Yemanjá. Desde então ela vive no fundo do mar, longe dos homens, reinando sozinha em seu império de conchas e peixes. 

YEMANJÁ NO BRASIL E NO MUNDO
No Brasil, Yemanjá é um dos orixás mais populares e reverenciados da Umbanda, do Candomblé, Batuque, Xambá, Xangô do Nordeste, Omoloko e mesmo por fiéis de outras religiões.
Na Bahia existem sete qualidades de Yemanjá: Yemowô, a mulher de Oxalá; Yamassê, a mãe de Xangô; Ewá, nome de um rio africano; Olossá, nome de uma lagoa africana; Ogunté, a mulher de Ogum; Assabá, a manca que está sempre fiando algodão; Assessu, a voluntariosa. Apesar de se manifestar de tantas formas e sob tantos nomes, Yemanjá é uma só na alma do povo.
Em Cuba, é conhecida por Yemayá e também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.
A mais tradicional Festa de Yemanjá acontece em Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. Na mesma data, Yemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais. Na verdade suas festividades e homenagens começam logo após o Natal e se estendem por todo mês de janeiro do ano seguinte em todo Brasil. Na praia de Copacabana as comemorações de Yemanjá marcam a passagem de ano e podem ser vistas também por toda orla marítima do Rio de Janeiro.
QUANDO OFERENDAR YEMANJÁ
- Para Proteger a família.
- Para Harmonia do Lar, do Casamento, da Familia, dos Sócios
- Para Gerar oportunidades, bons negócios, harmonia, amor.
- Para iniciar algum projeto com proteção e êxito
FIRMEZA PARA YEMANJÁ
Colocar dentro de uma quartinha azul clara ou dentro de uma taça de cristal, 33 búzios e cobrir com água com alfazema. (trocar a água semanalmente)

PRECE PARA YEMANJÁ

Mar, imenso e profundo
Aqui deixo todos os meus males
Todas as más influências
Todos os pontos negativos
Que possam perturbar
A minha evolução...
Recebe em tuas profundezas
Tudo aquilo que me é maléfico
E devolve-me os fluídos eternos
Que hão de me tornar forte
Para que eu possa fortalecer
Todos aqueles que me rodeiam
Enche-me o espírito de bênçãos
Para que eu possa abençoar
Toda a humanidade
Em nome do infinito poder.
Lava-me a matéria
Para que eu possa conservá-la
Digna do espírito que me anima
Deixo na imensidade da tua força
Todos os males
E levarei comigo,
Todo o poder
Da magia superior que representas.

Odociaba!

Data festiva: 15 de agosto, 2 de fevereiro ou 8 de dezembro dependendo do Estado
Saudação: Odôcyaba! Odôyabá! Odó Iyá! Odoyá Omi Ô!
Símbolo: Lua minguante, ondas, peixes
Sincretismo religioso: Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes
Cores: branco cristalino, prata ou azul claro
Instrumento: Abebé, um leque em forma circular prateado que pode trazer um espelho no centro
Pedra: Diamante, água marinha, pérola e madre pérola
Ervas principais: Jasmim, Araticum-da-praia, Folha-da-costa, Graviola, Capeba, Mãe-boa, Musgo marinho encontrado nas pedras marinhas, Alcaparra, Colônia, Pata de Vaca, Embaúba, Abebê, Jarrinha, Golfo, Rama de Leite, Rosa branca, Malva branca, Flor de laranjeira entre outras. aguapé, lágrima de nossa senhora, pístia (erva de santa Luzia), trapoeraba branca (olhos de santa Luzia)
Características: Maternal, protetora, competente, dedicada, mandona, possessiva, Intrigante, controladora.
Oferendas: Canjica branca, peixe, arroz-doce com mel, acaçá, pudim, manjar com calda de ameixa ou de pêssego, mamão, graviola, uvas brancas, melancia, melão água de coco, mel, água salgada ou potável, champanhe clara e suco de suas próprias ervas e frutos, rosas e palmas brancas, angélicas, orquídeas, crisântemos brancos.




sexta-feira, 19 de outubro de 2012

 
Oração a Santa Sara Kali, pedindo Proteção e Força.

(antes de iniciar a oração, coloque um copo com água à sua frente)

Sara! Sara! Sara!
Foste escrava de José de Arimatéia
E no mar foste abandonada
(pedir para que saúde, felicidade, amor, dinheiro, nunca nos abandone).

Sara, linda rainha!
Assim como foste consagrada e ajudaste nossa senhora, levando-a para um lugar seguro,
A ti rogo proteção para o meu corpo,
Luz para os meus olhos, para que até na escuridão eu possa enxergar,
Luz e iluminação divina para o meu espírito,
E amor para todos os que me cercam.
Aos pés da Virgem Maria, me colocarás e a todos os que me cercam,
Para que possamos juntos, vencer as dificuldades, as amarguras, as batalhas e as provações da Terra - com fé, com coragem e com dignidade.
Sara! Sara! Sara!
Não sentirei dores, nem temores;
Os espíritos das trevas perdidos não me encontrarão.
E, assim como conseguistes o milagre, no mar sagrado de chegar até terra firme,
A todos aqueles que me desejam mal,
Tu, com a força de tuas águas e a firmeza de tuas terras, me ajudarás a vencer( beber 3 goles de água).
Sara! Não sentirei fome, nem sede, nem dores, nem temores e continuarei caminhando nesta estrada da vida, sem parar.
Assim como as caravanas que passam, deixam rastros de alegria e felicidade,
Teus ensinamentos deixarão e permanecerão no coração do povo Cigano
E no de todo o povo que te buscar, com fé e amor no coração e pureza na alma.
Santa Sara, derrama sempre esse grandioso amor sobre mim, para que eu possa ajudar a todos os que me procurarem,
E ajudada também pelos poderes de meus irmãos ciganos, serei sempre alegre e compreensivo com todos os que me cercam.
"Correndo no céu, correndo na terra e correndo no mundo – Sara! Sara! Sara! Estarás sempre à minha frente".
-Assim como os ciganos pedem,
Sara, esteja sempre em minha frente, ás minhas costas, aos meus lados direito e esquerdo e assim seremos sempre protegidos pôr Santa Sara - a rainha dos ciganos,
Santa Sara! Rogai pôr todos os ciganos e pôr todos os nossos irmãos!


Salve Santa Sarah! E todo o povo cigano!

Oferenda aos Orixás Nação Jeje Ijexá


OFERENDAS AOS ORIXAS

Chamamos de oferendas rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferendar aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como, para homenagear e cultuar um Orixá de forma a fortalecer nosso vínculo com a casa e com o mesmo.

Cada Orixá tem seus alimentos respectivos, suas flores, suas cores, suas bebidas e sua forma particular de culto, orações e invocações.

 OFERENDAS DE BARÁ

Bará Lodê
Milho torrado, pipoca, 07 batatas inglesas assadas,
07 opetés de batatas inglesas cozidas e amassadas sem casca com dendê.
Opcional: bombom com papel vermelho, chave de batata inglesa.
Despachar: No cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato.

Bará Lanã e Bará Adague
Milho torrado, pipoca, 07 batatas inglesas assadas.
Opcional: bombons, chave de batata inglesa.
Despachar:
Bará Lanã: No cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato.
Bará Adague: No cruzeiro aberto

Bará Agelú
Milho cozido (axoxó), pipoca, 07 batatas inglesas mal cozidas e descascadas com uma colher, 07 tiras de coco fruta sem casca, 07 balas de mel.
Opcional: bombons, pirulito, bala de mel, bolacha de mel, doces coloridos, doces de massa.
Despachar: No cruzeiro aberto de praia, na beira da praia em local seco.

OFERENDAS DE OGUM
 
Ogum Avagãn
Churrasco de costela de gado frito no azeite de dendê, mia-miã gordo.
Opcional: espigas de milho.
Despachar: No mato, no cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato.

Ogum Onira
Churrasco de costela de gado frito no azeite de dendê, mia-miã gordo, pipocas.
Opcional: cana de açúcar, laranja, massa folhada doce.
Despachar: No mato próximo a uma árvore.

Ogum Adiolá
Costela assada, canjica branca, canjica amarela, laranja.
Opcional: doce de laranja, cana de açúcar.
Despachar: No mato próximo a praia, árvore próxima à beira da praia, no mato próximo a uma cachoeira.

 OFERENDAS DE IANSÃ

Iansã Oiá Dirã
Pipocas, 07 rodelas de batata frita no azeite comum, 01 maçã, 01 moranga cozida, batata doce assada.
Opcional: rosa vermelha, leque, espelho, perfume, jóias, manga, morango, bombom vermelho, acarajés, doce de batata doce, doce de abóbora, abóbora, par de alianças, fitas, laços, cerejas.
Despachar: Em uma Figueira,.

Iansã Oiá
Pipocas, 07 rodelas de batata frita no azeite comum, 01 batata doce assada, 01 maçã.
Opcional: rosa vermelha, leque, espelho, perfume, jóias, manga, morango, bombom vermelho, acarajés, doce de batata doce, doce de abóbora, abóbora, par de alianças, fitas, laços, cerejas.
Despachar: No mato próximo a uma árvore.


 OFERENDAS DE XANGÔ

Xangô Agandjú Ibeje
Amalá - Pirão (farinha de mandioca e farinha de milho), ensopado de carne de peito, temperado com cebola, tomate e mostarda cozida só no bafo da panela da carne, 06 bananas da terra ou Catarina, 06 doces de massa, balas, pirulitos, bombons, mil folhas.
Opcional: bombons, quindins, mil folhas e doces de massa, brinquedos, refringentes, balões.
Despachar: Numa pedreira de praia ou numa pracinha de crianças (próximo dos balanços).

Xangô Agandjú
Amalá - Pirão de farinha de mandioca, ensopado de carne de peito bem picada e cozida, temperada comtomate, cebola e mostarda cozida, 06 bananas da terra ou Catarina, 01 maçã vermelha partida em 04 partes.
Opcional: Doces de massa, rocambole.
Despachar: Numa pedreira de beira de praia.

Xangô Agodô
Amalá - Pirão de farinha de mandioca, ensopado de carne de peito bem picada grande e cozida, temperada com tomate, cebola e mostarda cozida, 12 bananas da terra ou Catarina, 01 maçã vermelha partida em 04 partes.
Opcional: morango, caqui.
Despachar: Numa pedreira de mato ou numa pedreira de cachoeira.

 OFERENDAS DE ODÉ/OTIM

Odé
Costela de porco frita no azeite doce, mia-miã doce (farinha de mandioca e mel) e pipocas.
Opcional: doces, balas, bombons, pirulitos, refrigerantes, brinquedos, mamadeiras.

Otim
Chuleta de porco frita no azeite comum, mia-miã doce e pipocas.
Opcional: doces, balas, bombons, pirulitos, refrigerantes, brinquedos, mamadeiras.
Despachar:
Odé
: Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia.
Otim: Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia.

OFERENDAS DE OBÁ
Canjica amarela cozida, feijão miúdo cozido, misturados com salsa picada e azeite de dendê.
Opcional: abacaxi, rosa cor de rosa, pipoca, doces de massa.
Despachar: No cruzeiro aberto ou no mato.

OFERENDAS DE OSSANHA
Um opeté de batata inglesa sem casca, um opeté de batata inglesa com casca e pipocas.
Opcional: linguiça de porco frita ou assada, ovo cozido, figo, abacate, melão, mamão, alface, moedas.
Despachar: Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia ou na figueira.

OFERENDAS DE XAPANÃ

Xapanã Jubeteí, Belujá, Sapatá
Feijão preto torrado, amendoim torrado, milho torrado e pipocas.
Opcional: opete de farinha de mandioca, decorado com milho, feijão e amendoim, pés-de-moleque.
Despachar: No mato

OFERENDAS DE OXUM

Oxum Epandá Ibeje
Canjica amarela cozida, 08 doces de massa, 01 maçã verde partida em 04 pedaços, balas, bombons, pirulitos e quindins.
Opcional: brinquedinhos de menina, balões.
Despachar: Na beira da praia ou numa pracinha de crianças (próximo aos balanços.)

Oxum Epandá
Canjica amarela e quindins.
Opcional: flores, pudim, doce olho de sogra amarelo, espelho, pente, perfume, Omolocum (bola de feijão miúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel).
Despachar: Na beira da praia de água doce ou salgada, ou na beira de uma cachoeira.

Oxum Ademum
Couve partida fina, refogada com farinha de milho, gema de ovo cozido esmagado e misturado com a couve, moedas, canjica refogada no mel cravo e canela.
Opcional: flores, pudim, ambrosia, leque, espelho, pente, perfume e ovo cozido partido ao meio.
Despachar: Na beira da praia de água doce ou salgada, ou num coqueiro junto à praia.

Oxum Adocô
Canjica amarela e canjica branca e quindins.
Opcional: flores, pudim, ambrosia, espelho, pente, perfume, maracujá.
Despachar: Na beira da praia de água doce ou salgada.

 OFERENDAS DE YEMANJÁ

Iemanjá Bocí, Bomi
Canjica branca cozida misturada com salsa e cocadas.
Opcional: flores, pente, espelho, perfume, peras, melancias, manjar de coco, tainha ou corvina assada.
Despachar: Na beira da praia de água salgada ou doce.


OFERENDAS DE OXALÁ

Oxalá
Canjica branca, 08 fatias de coco fruta descascadas, suspiro e coco ralado.
Opcional: flores, peras, uvas, doce de coco qualquer, manjar branco, Maria moles.
Despachar: Na beira da praia de água doce ou salgada.